quarta-feira
#BlogNemComento - "Há três maneiras de recusar a política" Chauí.
"O Moralista olha para o céu de princípios para poder fazer de conta que não enxerga a prática verdadeira que ocorre na terra."
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Michel Chaves
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segunda-feira
#BlogNemComento - 'Jornalistas brasileiros' por Idelber Avelar
Idelber Avelar* sobre os 'jornaleiros' do 'Brazil'.
1- Continuo achando impressionante a capacidade de jornalistas brasileiros lançarem epítetos como "ditadura" a realidades que desconhecem;
2- Enquanto chamam a Venezuela de "ditadura", ignoram e omitem o fato de que nos EUA pessoas estão sendo presas por saírem às ruas;
3- Há cerceamento ao jornalismo na Venezuela. É muito menor do que o visto nos grotões do Brasil ou contra o jornalismo crítico mesmo nos EUA;
4- Já expressei críticas públicas a Chávez em universidades venezuelanas. Sem problemas. Menos problemas q os q tive aqui por criticar Bush;
5- Falar do fim da concessão da RCTV como "censura" é piada. RCTV organizou um GOLPE! Onde estariam os que armassem golpe nos EUA? Vivos, não;
6- Citar ranking de liberdade de expressão da Repórteres sem Fronteira é como citar ranking da Heritage Foundation. Colonialismo mequetrefe;
7- Você conhece jornalista venezuelano preso por preservar sigilo de fonte? Se conhece, cite. Aqui nos EUA, tem. Gugle: Judith Miller, NYT;
8- Há polarização na Venezuela e Chávez e oposição têm culpa. Mas a própria RSF reconhece que violência a jornalista tem vindo da oposição;
9- Jornalistas de RJ e SP continuam a tomar sua situação como indicadora do Brasil. Tentem fazer jornalismo de direitos humanos na Amazônia;
10- Citar EUA como exemplo de liberdade de expressão em 2012, francamente, é um caipirismo colonizado. Venham aqui e tentem criticar Israel;
11- Reitero que vejo coisas preocupantes na Venezuela, mas o jornalismo brasileiro ainda tem que comer muito feijão para fazer crítica decente;
* Leciona literatura em Tulane University e escreve ensaios. Editou durante 6 anos O Biscoito Fino e a Massa (idelberavelar.com) e é colunista da Revista Fórum.
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sábado
#BlogNemComento - Meus palpites
Como prometido, meu palpites para a eleição de amanhã.
Pela atual conjuntura que o Partido dos Trabalhadores (PT) se encontra, acho que dos 6 Vereadores, só 4 chegam lá, no máximo 5, e são esses:
- Jairo Brito;
- Eduardo Granja;
- Múcio Magalhães;
- Jurandir Liberal.
Quem corre por fora é Osmar e Luiz Eustáquio.
Sobre a Prefeitura, infelizmente, acho que quem leva essa eleição e no 1º turno é Geraldo Julio.
Bem, quero ser surpreendido amanhã ou não.
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#BlogNemComento - Não te rendas
Não te rendas, ainda há
tempo
Para voltar e começar de novo,
Aceitar as sombras,
Enterrar os medos,
Soltar o
lastro,
Retomar o
voo.
Não te
rendas, pois a vida é
Continuar
a viagem,
Perseguir
os sonhos,
Destravar
o tempo,
Percorrer
os escombros
E
desvelar o céu.
Não te
rendas, por favor, não desistas,
Ainda que
o frio queime,
O medo
morda
E o sol
se esconda,
Ainda que
se cale o vento.
Ainda há
lume na tua alma,
E vida
nos teus sonhos.
Não te
rendas
Porque a
vida é tua e também o desejo
Porque o
quiseste e porque te quero,
Porque
existe o vinho e o amor, é claro.
Porque
não há ferida que o tempo não cure.
Abrir as
portas,
Livrá-las
das trancas,
Abandonar
as muralhas que te protegeram,
Viver a
vida e aceitar o desafio,
Recuperar
o riso,
Arriscar
uma canção,
Baixar a
guarda e estender as mãos,
Distender
as asas
E tentar
de novo
Celebrar
a vida e retomar os céus.
Não te
rendas, por favor, não desistas,
Ainda que
o frio queime,
O medo
morda
E o sol
se esconda,
Ainda que
se cale o vento.
Ainda há
lume na tua alma,
E vida
nos teus sonhos.
Porque
cada dia é um novo começo
Porque
essa é a hora e o melhor momento
Porque
não estás só, porque eu te quero.
Mario Benedetti
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Michel Chaves
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quarta-feira
#BlogNemComento - Hugo Chávez: o herói do povo no embate final
Por Rory Carroll
De certa maneira, é como nos velhos tempos. Multidões cercam o candidato
presidencial enquanto ele percorre cidades e aldeias empoeiradas,
prometendo uma nova Venezuela. Elas rodeiam o ônibus entoando seu nome, e
quando ele aparece gritam e avançam desesperadas para abraçá-lo. Muitos
seguram bilhetes – pedidos escritos à mão de um emprego, uma casa, uma
operação –, e quando conseguem colocá-los em suas mãos ou seus bolsos
quase explodem de alegria. “Ele sabe que as coisas não podem continuar
assim. Ele sabe que estamos prontos para a mudança”, gritava acima dos
aplausos o estudante Josmir Meza, 25.
O problema de Hugo Chávez é que ele não é mais aquele candidato. Em 1998
era um desconhecido rebelde, um candidato jovem e atlético que prometia
derrubar a ordem estabelecida e “refundar” a Venezuela. Ele era
incontível, e disparou para a vitória.
Catorze anos depois, porém, enquanto tenta um terceiro mandato na eleição do próximo domingo, é seu desafiante mais jovem, Henrique Capriles, 40, quem eletriza as multidões.
Em comparação, Chávez, com 58 anos, é uma figura doente e fugidia, que
hoje representa o establishment. Ele não deseja explodir o palácio
presidencial de Miraflores, uma construção neocolonial cor-de-rosa no
centro de Caracas, mas mantê-lo. Depois de dominar a Venezuela como um
colosso, liderando sua revolução socialista em avalanches eleitorais
consecutivas, ele enfrenta a batalha eleitoral de sua vida.
Com os dois lados retratando o voto como um teste existencial para
derrotar ou salvar o experimento político e econômico único conhecido
como chavismo, as apostas não poderiam ser maiores. Se Chávez perder,
seu movimento quase certamente se romperá, decepcionando os apoiadores
estrangeiros que saudaram a “revolução bolivariana” como uma vitrine da
esquerda. Se ele vencer, os críticos no país e no exterior vão falar em
uma queda na autocracia e na disfunção.
De qualquer maneira, será mais um capítulo no grande drama que é a vida
de Hugo Chávez. Como o menino de uma família humilde de Sabaneta, uma
cidade minúscula nas vastas planícies conhecidas como “los llanos”,
conseguiu se tornar não apenas presidente, mas uma figura global ao
mesmo tempo adorada e repudiada, é uma história notável.
Como as lendas à beira do fogo de cavaleiros, demônios e rebeldes que
encantavam o jovem Hugo – ele decorava os poemas, histórias e canções –,
sua ascensão é a matéria-prima do mito. Ele foi o segundo filho de pais
professores; se fosse menina, pretendiam chamá-lo de Eva,
complementando o primogênito que se chamava Adán, mas então lhe deram o
nome do pai. Quando chegaram mais filhos (seis, todos meninos), os dois
mais velhos foram mandados para morar com sua avó, Rosa, uma mulher boa e
diligente que amava os meninos.
Segundo todos os relatos, Hugo era um menino feliz e falante, que quando
não estava na escola jogava beisebol com um taco e uma bola feitos em
casa, pintava, lia livros e complementava a renda familiar vendendo as
“aranhas” feitas por sua avó – tiras de mamão açucaradas. “Eu saía
andando e gritando ‘Aranhas quentes, aranhas gostosas para meninas
bonitas!’”, ele lembrou recentemente. Como um adolescente magro, de pés
grandes, ele foi apelidado de Pateta.
Na década de 1960, a Venezuela, que já foi um recanto sonolento da
América do Sul governado por ditadores, era uma democracia nascente com
receitas do petróleo cada vez maiores e uma fome de modernidade. Uma
nova elite e uma classe média cresciam entre os arranha-céus, mas a
maioria dos migrantes rurais acabava em favelas nos morros ao redor das
cidades.
Hugo, um talentoso jogador de beisebol, não sonhava com a política, mas
em jogar nos grandes times. Ele tornou-se um cadete militar, esperando
saltar da academia para os clubes de beisebol de Caracas. Em vez disso,
apaixonou-se pela vida militar. “O uniforme, a arma, uma área, a
formação cerrada, marchas, corridas de manhã, estudos de ciência militar
– eu estava como peixe na água”, ele lembrou mais tarde.
Enquanto Chávez galgava as fileiras, estudou os textos de Simón Bolívar,
o libertador do século 19 que expulsou os espanhóis, assim como
filósofos como Nietzsche e Plekhanov. Também notou a extrema pobreza e a
desigualdade em meio ao êxito do petróleo. Inspirada pelos líderes
militares revolucionários do Panamá e do Peru, e por intelectuais de
esquerda venezuelanos, uma ideia começou a se formar: rebelião.
Durante uma década ele reuniu colegas oficiais em uma conspiração para
substituir o que consideravam uma democracia venal e espúria por uma
democracia real e progressista. O golpe de fevereiro de 1992 foi um
fiasco militar, que permitiu a continuação do governo impopular, mas
Chávez transformou seu discurso de rendição na televisão em uma vitória
política. Eloquente e galante com sua boina vermelha, ele se apresentou a
um país atônito – “escutem o comandante Chávez” – e disse que seus
objetivos não haviam sido alcançados “por enquanto”. Ele merecia 30 anos
de cadeia, dizia a piada: um pelo golpe, 29 por fracassar.
Perdoado e libertado depois de dois anos, foi adotado como figura de
proa por uma coalizão de movimentos populares e partidos de esquerda, e
levado à vitória na eleição de 1998, aplaudido não apenas pelos pobres
mas por uma classe média cansada dos partidos políticos fossilizados.
Com o barril de petróleo a apenas US$ 8, o Estado estava quase falido.
Poucos fora da Venezuela, até então mais conhecida por suas “misses” e
pelo petróleo, sabiam o que fazer desse novo elemento dinâmico, que
elogiava Fidel Castro mas disse que não era nem de esquerda nem de
direita, mas um seguidor da “terceira via” à moda de Tony Blair. Em
poucos anos Chávez se tornou uma das figuras mais polarizadoras e
conhecidas do mundo.
A retórica veemente – ele criticava os ricos como “porcos guinchando” e
“vampiros” que saqueavam a riqueza do petróleo – o tornou atraente para
os pobres e alienou a classe média e as elites tradicionais. Estas o
chamavam de “macaco” ou pior. Em abril de 2002, as elites brevemente o
depuseram em um golpe apoiado pelo governo Bush, tentaram novamente com
uma greve do petróleo e depois com um referendo. Chávez sobreviveu e
tornou-se mais radical, declarando-se socialista e nacionalizando
grandes setores da economia. O aumento acelerado dos preços do petróleo
despejou bilhões de dólares no Tesouro, que ele usou para fundar
hospitais dirigidos por cubanos e outros programas sociais, atenuando a
pobreza. Ele criou um império de mídia estatal que promoveu um culto da
personalidade e endureceu o controle executivo das forças armadas, do
judiciário e do legislativo.
Chávez chamou George Bush de “burro”, de “Senhor Perigo”, “imbecil” e,
durante um memorável discurso na ONU, de “diabo”. Defensores como Ken
Livingstone, Sean Penn, Danny Glover e Noam Chomsky lhe renderam
homenagem visitando Caracas. Depois de conquistar um segundo mandato em
2006, Chávez ganhou um referendo que aboliu os limites de mandatos e
falou em governar até 2021, depois 2030. Isso parece duvidoso hoje. À
frente em algumas pesquisas, ele está atrás em outras.
Chávez continua sendo reverenciado nos “barrios”. “Ele é um presente,
ele significa tudo para nós”, disse Aleira Quintero, 55, uma
cabo-eleitoral de camiseta vermelha em Petare. Mas mesmo seus seguidores
estão cansados dos terríveis índices de criminalidade, da inflação, da
escassez de produtos e da infraestrutura em ruínas. Pontes desmoronam,
refinarias explodem, blecautes envolvem as cidades.
Chávez mostrou-se um hábil estrategista político e comunicador
inspirado, mas um administrador desastroso, distorcendo a economia com
controles contraditórios, criando e dissolvendo ministérios por
capricho, lançando e abandonando iniciativas, negligenciando
investimentos e manutenção. Apesar das receitas do petróleo recordes, a
Venezuela toma bilhões de dólares emprestados para tentar tapar os
buracos.
Carisma, benesses e controle institucional, para não falar na capacidade
de monopolizar as ondas aéreas, ainda poderão conseguir a reeleição,
mas Chávez enfrenta dois obstáculos formidáveis.
Esgotado e inchado pelo tratamento do câncer, às vezes ele tem
dificuldade para andar. Em vez dos comícios fogosos de antigamente, suas
aparições públicas são raras e muitas vezes melancólicas. “Se eu
pudesse, vocês sabem que desceria deste palco e iria andando, como no
passado”, ele disse em um comício, com lágrimas nos olhos. Alguns
seguidores temem que o câncer seja terminal e que votar em Chávez seja
um voto na incerteza e na disputa de poder por ministros e cortesãos não
apreciados.
O outro obstáculo é Capriles. Ao contrário de líderes de oposição
anteriores, ineptos e estridentes, o governador estadual é um político
disciplinado e enérgico na campanha. Um corredor e jogador de basquete,
seu apelido é El Flaquito, “o magricela”. Ele aproveitou a iniciativa
atravessando o país em visita a 274 cidades e projetando-se como um
centrista que manterá os programas sociais de Chávez, enquanto oferece
uma administração competente. Para atrair os “chavistas moderados”, ele
não chama Chávez de ditador ou mesmo de Chávez. Consciente do poder do
nome, Capriles o chama de “o candidato do [partido dominante] PSUV”.
Se o presidente vencerá ou não – e dado seu histórico eleitoral seria tolo ou ousado apostar contra ele –, sua fama continuará viva. No poder ou fora dele, não se esquecerá o nome de Hugo Chávez.
O arquivo Chávez
Nascimento. Em 1954, na casa de sua avó em Sabaneta,
estado de Barinas. Seus pais, Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frías de
Chávez, eram professores escolares. Chávez foi criado por sua avó, uma
católica devota. Formou-se na academia militar em 1975. Melhores
momentos. Chávez conquistou a presidência em 1998 com promessas de
varrer os corruptos, os partidos políticos enquistados e de ajudar os
pobres no país rico em petróleo.
Piores momentos. Rumores do câncer terminal de Chávez dominaram a campanha eleitoral contra seu jovial adversário, Henrique Capriles.
O que ele diz. “Eu gostaria que Obama se concentrasse
em governar os EUA e esquecesse as pretensões imperialistas de seu
país”. Chávez manifestou decepção com o presidente americano em uma rara
entrevista à mídia ocidental.
O que os outros dizem. “Chávez controla o Estado, o
exército, o partido e as organizações assistencialistas. Ninguém goza da
mesma legitimidade, ninguém pode reivindicar substituí-lo. Se ele
deixasse a política haveria vários processos de transição: para
encontrar um substituto em curto prazo, um novo líder e um candidato
capaz de vencer a eleição. Eles não são necessariamente a mesma pessoa.”
Carlos Romero, analista político, sobre a vida na Venezuela sem Chávez.
The Observer
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terça-feira
#BlogNemComento - Éramos
Éramos súditos da rebelião
Sempre tinha alguém para viver
Éramos
Éramos súditos da paz
Sempre tinha alguém para morrer
Éramos
Éramos súditos da fome
Sempre tinha alguém para comer
Éramos
Éramos súditos da reflexão
Sempre tinha alguém para reproduzir
É.
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segunda-feira
#BlogNemComento #HumbertoEuConfio - Não se deixe enganar pela campanha de Geraldo Júlio
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domingo
#BlogNemComento - Vídeo que acusa Dilma de mentir sobre contas de luz é uma farsa
Após o anúncio bombástico feito pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira em pronunciamento nacional de rádio e televisão no sentido de que a partir de 2013 as contas de luz dos consumidores residenciais e comerciais cairão 16% e as das indústrias cairão 28%, uma farsa ridícula foi articulada e posta em vídeo que não para de circular na internet.
O vídeo farsesco usa comentário de um jornalista que atende pelo nome de Luiz Carlos Prates, que se notabilizou em 2011 por ter feito comentário em programa que mantinha na rede de televisão RBS, em Santa Catarina, que culpava o ex-presidente Lula pelos acidentes de carro por ter adotado políticas públicas que distribuíram renda e, assim, permitiram que “qualquer miserável que nunca leu um livro compre carro”.
Esse indivíduo, por conta dos protestos do público, foi demitido da RBS, mas acabou no SBT, onde continua produzindo seu lixo intelectual
Um blog de ultradireita desses que beiram a criminalidade usou o tal comentário desse demente correlato à questão energia elétrica a fim de produzir uma das farsas mais absurdas e burras que já se viu e que passo a relatar agora.
O tal blog acusa a presidente Dilma de mentir à população sobre a razão da medida que reduzirá as contas de luz. Diz que a redução anunciada se daria por conta de processo no Tribunal de Contas da União (TCU) que detectou erro de cálculo nos reajustes das tarifas de energia elétrica que, entre 2002 e 2009, surrupiou 7 bilhões de reais ao público.
Assista ao vídeo, abaixo, e depois leia o desmonte da farsa.
O processo no TCU é verdadeiro. Cogita-se, realmente, devolver ao distinto público o que pagou a mais na conta de luz. Todavia, é uma deslavada mentira que a redução de tarifas anunciada por Dilma tenha qualquer relação com esse caso.
Em primeiro lugar, não se chegou, ainda, a uma decisão sobre como ou se haverá devolução do que foi cobrado a mais.
Aliás, se a presidente da República tivesse realmente feito o que o tal blog acusa teria cometido crime de responsabilidade e ficaria passível até de impeachment. É insano dizer que ela mentiria a quase 200 milhões de brasileiros atribuindo às suas políticas públicas o que, na verdade, decorreria da devolução de valores cobrados a mais.
A mais breve reflexão sobre esse vídeo, o uso de um mínimo lógica, permite a quem tenha mais de meio neurônio sacar que se nem a oposição nem a grande mídia fizeram a acusação é porque ela não cabe.
Aliás, há que fazer uma digressão.
A oposição atacou até o que não podia no pronunciamento de Dilma da última sexta-feira e anunciou que irá à Justiça contra a presidente porque criticou o modelo anterior de privatizações que, segundo ela, “torrou patrimônio público”. Ora, o cargo de presidente é político e não se pode negar a um primeiro mandatário que tenha opinião política…
Chega a ser ridículo que o partido de José Serra, que em 2010, enquanto governador, pôs a companhia de saneamento básico que opera exclusivamente em São Paulo (Sabesp) para fazer publicidade no Acre e em tantas outras unidades da federação para difundir os feitos do então candidato a presidente, agora acuse Dilma de usar a máquina pública.
Voltando ao vídeo-farsa, por mais que seja ridículo sequer considerar sua premissa façamos uma “conta de português” para entender o engodo.
Veja, leitor, o que diz o site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel):
“O mercado de distribuição de energia elétrica do Brasil é atendido por 64 concessionárias, estatais ou privadas, de serviços públicos que abrangem todo o País.
As concessionárias estatais estão sob controle dos governos federal, estaduais e municipais. Em várias concessionárias privadas verifica-se a presença, em seus grupos de controle, de diversas empresas nacionais, norte-americanas, espanholas e portuguesas.
São atendidos cerca de 47 milhões de unidades consumidoras, das quais 85% são consumidores residenciais, em mais de 99% dos municípios brasileiros”
Façamos, então, a mal-chamada “conta de português”:
1 – O Brasil tem 47 milhões de unidades consumidoras entre empresas e residências
2 – 85% disso (39,95 milhões de unidades consumidoras) são residências.
3 – Digamos que a conta de luz de uma residência com 3 pessoas custe ao redor de 100 reais mensais – a residência deste blogueiro, com três pessoas, gasta quase 200 reais.
4 – 39,95 milhões de residências a 100 reais por residência dá 3,9 bilhões de reais ao mês
5 – 3,9 bilhões de reais ao mês são 46,8 bilhões de reais ao ano
6 – Como a conta errada teria sido cobrada entre 2002 e 2009, há que multiplicar 46,8 bilhões de reais por 7 anos, o que dá 327, 6 bilhões de reais
7 – Os 7 bilhões de reais que o blog criminoso cita correspondem a 2,13% do que gastaram apenas as residências em 7 anos ou a 14,95% do que gastam em um ano.
Pois bem: juntando residências e indústrias (cujas contas são exponencialmente maiores), em questão de meses os descontos de 16% e 28% anunciados por Dilma devolveriam à sociedade o que lhe teria sido cobrado a mais na década passada. Depois de devolvidos os 7 bilhões, porém, os descontos continuariam. A menos que durassem poucos meses…
Como se vê, o desespero da direita com o bem-estar social e o progresso que o governo Dilma está gerando ao país chegou ao paroxismo. Os delírios autoritários que pretendem censurar a primeira mandatária ou a falta de decência dos que vendem farsas como essa comprovam o estado de desorientação dessa gente.
Pistoleiros do PIG poupam partido ficha-suja (PSDB) de críticas
Durante os últimos anos, a tal “lei da ficha limpa” – na visão deste blog, um erro na forma como foi concebida – serviu para muito reacionário se masturbar sonhando em condenar in limine a esquerda, pois esse tipo de paciente mental acredita na mídia quando criminaliza políticos progressistas e acoberta reacionários.
Eis que, no último sábado, o jornal Folha de São Paulo tratou de divulgar um dado que viria à tona de um jeito ou de outro: o PSDB é o campeão em políticos fichas-sujas. Ou seja: dos 317 políticos de diversos partidos barrados pela Justiça para disputar eleições neste ano, o PSDB é o que contribui mais para engrossar tal contingente.
Dos 317 políticos barrados, 17,66% (ou 56 pessoas) são do PSDB, 15,45% (ou 49 pessoas) são do PMDB e só 5,67% (ou 18 pessoas) são do PT.
Este blog teve a curiosidade de, no dia seguinte à notícia, ir conferir o jornal que a divulgou. Afinal, se o campeão de candidatos – ou pré-candidatos – fichas-sujas fosse o PT, o periódico estaria coalhado de colunas, artigos e cartas de leitores abordando a degenerescência moral do “petismo”, do “lulismo” ou, melhor ainda, do “lulo-petismo”.
Sabe o que se encontrou sobre o protagonismo ficha-suja dos tucanos, leitor? Nada. Até se entende a afasia do colunismo da Folha em tripudiar sobre o dado negativo para o partido a que serve, mas esperava-se que ao menos na coluna de leitores alguém apontasse a contradição insuperável entre o discurso tucano sobre “ética” e a prática.
Se a Folha quis demonstrar “isenção” divulgando um dado que viria a público de qualquer jeito, deveria ao menos ter disfarçado melhor e terminado o serviço permitindo que alguém comentasse a desmoralização das pretensas vestais da política brasileira contida na notícia sobre o ranking dos fichas-sujas.
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segunda-feira
#BlogNemComento #RedePT13 - Educação é com Humberto e João Paulo
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sábado
#BlogNemComento #RedePT13 - O caminho da traição de Eduardo Campos.
A grande polêmica que hoje se reverbera nas vielas de Recife é que Eduardo Campos traiu Lula, consequentemente, o PT. Entre a intenção de trair e o fato concreto, nunca acreditei no PSB e, principalmente, em Eduardo Campos. Nas movimentações orquestradas no Palácio do Governo, a real intenção era desmobilizar o PT, aliás desarticular sua estrutura por dentro e por fora. Parcialmente, a meta foi atingida.
Dizem as más línguas, que essa eleição de 2012 já é pensada desde 2009, não sei. Sei que em 2011, as conversas sobre essas eleição fez com que, o próprio Eduardo Campos, afirmasse que não apoiaria João da Costa, mas, João Paulo como mostra a figura a seguir.
| Link: http://blogs.diariodonordeste.com.br/robertomoreira/psb-de-pernambuco-repete-o-do-ceara/ |
Essa afirmação, obviamente, geraria um mal estar internamento ao PT. Ora, João da Costa em pleno direito para sua disputa à reeleição, começara a vê ofuscado seu desejo de continuar no comando da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) e, ainda, vê sua gestão ser bombardeada, muito mais, internamente pelos partidos da base e vice-prefeito Milton Coelho (PSB).
| Link: http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=33481 |
É obvio que esse movimento não começou no final de Junho/2012 como é demonstrado na postagem do Blog da Folha, pois tenho quase certeza que essa desconstrução do projeto do PT já vinha sendo desgastado pelos os aliados de Eduardo Campos.
Antes da formalização do candidato do PSB (Geraldo Julio), 2 (duas) ações com o 'dedo' de Eduardo: 1) já que ele não apoiaria João da Costa, a saída seriam as 'Prévias do PT' para a escolha de outro candidato, que seria o Maurício Rands, hoje coordenador da campanha de Geraldo Julio.
| Link: http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/03/09/campos-tem-uma-quarta-opcao/ |
A segunda, e a concretização da traição, seria que Humberto deveria ser o candidato para que o apoio do PSB à Haddad fosse concretizado.
| Link: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pt-impoe-candidatura-de-humberto-costa-no-recife |
Antes mesmo que a candidatura de Humberto fosse formalizada de fato, com o suposto apoio de Eduardo, o Governador já tinha dado uma indicação muito clara do seu plano: sinalizou um apoio ao Raul Henry (PMDB).
| Link: http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/05/21/pt-trocou-luta-de-classes-por-luta-sem-classe-diz-jungmann/ |
Lançado Geraldo Julio, Eduardo Campos tenta amenizar a traição reafirmando que seria um situação pontual e que não resultaria em uma problemática no nível nacional.
| Link: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/06/psb-lanca-candidatura-de-geraldo-julio-prefeito-do-recife.html |
Como seria uma situação pontual, nível municipal, se Eduardo concretiza relação com Jarbas (Senador/PE), Raul Henry (Deputado Federal/PE) e Aécio Neves (Senador/MG)?
Após toda essa relação, cabe ao PT vencer essas eleições e impor a primeira derrota do grupo PSB/PSDB. Não precisaremos guardar o rancor dessas atuações nefastas de Eduardo, mas, guardaremos seu nome alojado ao lado dos inimigos do povo.
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Michel Chaves
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