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domingo

#BlogNemComento - Projeto #EuSouGay

#BlogNemComento - Homofobia?

quinta-feira

#BlogNemComento - Filme para o feriado >>> Dzi Croquettes



SINOPSE
Nos anos 70, o performático grupo carioca Dzi Croquettes desafiou a censura do regime militar com purpurinas e irreverência. Ícones da liberdade de expressão e do movimento gay, seus integrantes fizeram sucesso também na Europa. Fonte de influência para muitos artistas, a inovadora trupe é desconhecida das novas gerações. Para corrigir isso, estreia em boa hora o comovente documentário premiado pelo público na última Mostra Internacional de São Paulo.

DADOS DO ARQUIVO
Diretor: Tatiana Issa/Raphael Alvarez
Áudio: Português
Legendas: Inglês
Duração: 110min.
Qualidade: Avi
Tamanho: 646 MB
Servidor: Megaupload (parte única)

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Parte única

Postado por Glauber Rocha

Fonte: Laranja Psicodélica

terça-feira

#BlogNemComento - Sonhos molhados: estudo liga homofobia à excitação homossexual

Fonte: Associação Psicológica Americana*
Tradução: Eli Vieira

WASHINGTON – A teoria psicanalítica defende que a homofobia – o medo, ansiedade, raiva, desconforto ou aversão que algumas pessoas ostensivamente heterossexuais sentem por indivíduos gays – é o resultado de impulsos homossexuais reprimidos dos quais a pessoa não tem consciência ou os quais nega. Um estudo publicado em agosto de 1996 na publicação científica Journal of Abnormal Psychology, da Associação Psicológica Americana (APA), fornece novas evidências empíricas que são consistentes com essa teoria.

Pesquisadores da Universidade da Geórgia conduziram um experimento envolvendo 35 homens homofóbicos e 29 homens não-homofóbicos, classificados de acordo com um índice de homofobia. Todos os participantes selecionados para o estudo se descreveram como exclusivamente heterossexuais ambos em termos de excitação e experiência.

Cada participante foi exposto a estímulos sexualmente explícitos consistindo em vídeos para heterossexuais, para homossexuais masculinos e para lésbicas (mas não necessariamente nessa ordem). Seu grau de excitação sexual foi medido por pletismografia peniana, que mede precisamente e registra o inchaço peniano.

Homens em ambos os grupos (homofóbicos e não-homofóbicos) excitaram-se no mesmo grau pelo vídeo mostrando comportamento heterossexual e pelo vídeo mostrando duas mulheres fazendo sexo. A única diferença significativa no grau de excitação entre os dois grupos ocorreu quando assistiram ao vídeo mostrando sexo homossexual masculino: “Os homens homofóbicos mostraram um aumento significativo na circunferência peniana ao assistir ao vídeo homossexual masculino, mas os controles [não-homofóbicos] não mostraram este aumento.”

Analisadas mais profundamente, as medidas mostraram que enquanto 66% dos não-homofóbicos não mostraram inchaço peniano enquanto assistiam ao vídeo homossexual masculino, apenas 20% dos homens homofóbicos mostraram pouca ou nenhuma evidência de ereção. Similarmente, enquanto 24% dos homens não-homofóbicos mostraram ereção completa ao assistir ao vídeo homossexual, este número foi de 54% para os homens homofóbicos.

Quando foi pedido que dessem sua avaliação subjetiva do grau com o qual se excitaram ao assistir cada um dos três vídeos, homens dos dois grupos deram respostas que seguiram de perto os resultados das medidas psicológicas objetivas, com uma exceção: os homens homofóbicos subestimaram significativamente seu grau de excitação causado pelo vídeo homossexual masculino.

Estes achados significam, então, que a homofobia em homens é uma reação a impulsos homossexuais, como a psicanálise teoria? Enquanto a descoberta é consistente com essa teoria, os autores da pesquisa notam que há uma explicação teórica alternativa: ansiedade. De acordo com essa teoria, assistir ao vídeo homossexual masculino pode ter causado emoções negativas (como ansiedade) nos homens homofóbicos, mas não nos homens não-homofóbicos. Como os autores notam, ‘foi mostrado que a ansiedade pode aumentar a excitação e a ereção’, então também é possível que ‘uma resposta a estímulos homossexuais [nestes homens] seja uma função da condição ameaçadora em vez de excitação sexual por si. Essas noções alternativas pode e devem ser avaliadas em pesquisas futuras’.

Artigo: ‘Is Homophobia Associated With Homosexual Arousal?’. Henry E. Adams, Ph.D., Lester W. Wright, Jr., Ph.D. and Bethany A. Lohr, University of Georgia, in Journal of Abnormal Psychology, Vol. 105, No. 3, pp 440-445.

* A Associação Psicológica Americana (APA), sediada em Washington DC, é a maior organização científica e profissional representando a psicologia nos Estados Unidos e é a maior associação de psicólogos do mundo. Tem como membros mais de 142 mil pesquisadores, educadores, clínicos, consultores e estudantes.

N. do T.

ResearchBlogging.orgNuma revisão publicada em 2008, Dominic Parrott, da Universidade da Geórgia, cita as teorias psicológicas modernas para explicar a agressão contra homossexuais. Comentando este artigo divulgado por esta nota da APA, Parrott diz que enxergar a agressão homofóbica como resultado de uma homossexualidade reprimida (medo de ser gay) pode ser uma visão etiológica estreita deste fenômeno. Na opinião deste revisor, esta hipótese foi largamente descartada pela pesquisa e teoria modernas, que mostrariam que a agressão antigay resultaria de um mecanismo de defesa mais amplo que atende à necessidade do homofóbico de reduzir sua ansiedade causada por conflitos psicológicos associados à identidade de gênero e à sexualidade (o que inclui ‘medo de ser gay’, mas não se restringe a isso). Estes conflitos psicológicos teriam a ver com insegurança quanto à adequação pessoal a demandas sociais de papéis de gênero. Ou seja, agredir gays pode ter a ver com o medo de não ser homem o suficiente.

Referência
PARROTT, D. (2008). A theoretical framework for antigay aggression: Review of established and hypothesized effects within the context of the general aggression model☆ Clinical Psychology Review, 28 (6), 933-951 DOI: 10.1016/j.cpr.2008.02.001

Retirado do Site: http://bulevoador.haaan.com/2011/04/19/sonhos-molhados/

#BlogNemComento - A trincheira de Jean Wyllys

Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia. Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.

Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.

Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica. Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.

Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo. Dono de um discurso política bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.

Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullying. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.

Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:

Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).

Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.

Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.

O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.

Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).

A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.

Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.

Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.

O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?

Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.

Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.

Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.

Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)

Leandro Fortes

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

Fonte: Carta Capital

segunda-feira

#BlogNemComento - Total de gays assassinados sobe 31% em 2010 no País


Risco de um homossexual ser morto no Nordeste é 80% maior do que no Sudeste, afirma antropólogo

O montante de assassinatos de homossexuais, travestis e lésbicas no Brasil aumentou 31,3% em 2010 em relação ao ano anterior, segundo informou nesta segunda-feira o Grupo Gay da Bahia (GGB). Foram 260 casos em 2010 contra 198 em 2009, segundo a associação.

De acordo com o levantamento, realizado anualmente pelo grupo desde 1980, o Estado que mais concentrou os homicídios foi a Bahia, com 29 registros. Em seguida, vêm Alagoas, com 24, e São Paulo e Rio de Janeiro, com 23 cada. O estudo é realizado com base em notícias publicadas em jornais e sites.

O Nordeste, segundo o grupo, concentrou 43% dos homicídios contra integrantes das comunidades de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, o risco de um homossexual ser assassinado no Nordeste é "aproximadamente 80% maior" do que no Sudeste, por causa da intolerância. "O Brasil é o campeão mundial de crimes homofóbicos", afirma Mott. "O risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos."

Segundo o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, o volume de assassinatos contra LGBT vem crescendo anualmente em todo o País, sem que a administração pública promova políticas de enfrentamento à violência. "Já recebemos documentação sobre 65 casos ocorridos apenas nos três primeiros meses deste ano", afirma. "É preciso que a homofobia seja punida severamente pela polícia e pela Justiça."


Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=276767

#BlogNemComento - Marcha Contra Homofobia – Pelo PLC 122

À véspera do último feriado da República, um rapaz de 23 anos foi atacado pelas costas, com uma lâmpada fluorescente, por outro jovem de 19 anos, em frente ao número 777 da Avenida Paulista. O motivo?A vítima aparentava ser gay.

Outros 250 brasileiros tiveram destino muito pior em 2010: foram assassinados, unicamente por serem gays, lésbicas, bissexuais, intersexuais, transexuais ou travestis. 500 pais perderam seus filhos e, talvez, arrimos de família para a ignorância; outros milhares perderam seus parentes, amigos e colegas de trabalho para o ódio insensato.

Incontáveis outros fizeram como Iago Marin, um adolescente de catorze anos que, por não suportar o constante assédio dos colegas de escola, se suicidou em meados de 2009.

Ainda que agressão e assassinato já sejam crimes, o preconceito, que é a origem dessa violência sem sentido e que se concretiza diariamente por meio de ofensas verbais e tratamento discriminatório nos mais diversos ambientes sociais – nos estabelecimentos comerciais, no trabalho, na escola ou na família – ainda não é adequadamente coibido. Se a raiz desse mal não for exterminada, ou seja, se a discriminação em sua forma mais sutil não for eliminada, dificilmente veremos o fim da onda de violência homofóbica.

De fato, há cerca de dez anos, os Estados de SP, RJ, MG e RS criaram leis estaduais que punem atos de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero com advertências e multas, dentre outras sanções.

Essas leis, porém, não impediram as inúmeras agressões recentes contra a comunidade LGBT, ou que sequer um soldado, agente do próprio Estado, baleasse um jovem de 19 anos, logo após a Parada Gay no Rio de Janeiro, em 15.11.2010, dia seguinte ao ataque da lâmpada.

É necessário, portanto, ir além dessas leis pouco eficazes e tornar crime qualquer ato que discrimine um ser humano, meramente por ele sentir afeto por outro do mesmo sexo (gays, lésbicas, bissexuais) ou por se identificar com o gênero oposto (travestis e transexuais).

A Lei contra o Preconceito (Lei 7.716/1989) já garante proteção contra a discriminação por “raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A comunidade LGBT, junto com as pessoas com deficiência e com os idosos, exigem que essa Lei também passe a abrangê-los, a fim de que sua dignidade e seu direito fundamental ao tratamento igualitário sejam adequadamente protegidos pelo Estado brasileiro.

Para tanto, é necessário que o Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006, que criminaliza a homofobia, bem como a discriminação das pessoas deficientes e dos idosos, não seja arquivado pelo Senado e seja aprovado pelo Congresso.

Assim, convidamos todas as cidadãs e cidadãos que se solidarizam com a comunidade LGBT, as pessoas com deficiência e os idosos a se reunir no dia 19.02.2011, sábado, na Praça do Ciclista, em São Paulo, para marcharmos juntos, em apoio ao PLC 122/2006, até o número 777 da Avenida Paulista, onde ocorreu um dos ataques homofóbicos.

terça-feira

#BlogNemComento - Campanha Não Homofobia

domingo

#BlogNemComento - Travesti é assassinado a pedradas no Centro - PB

Travesti é assassinado a pedradas na Capital

Travesti é assassinado a pedradas no Centro

Um crime bárbaro aconteceu no início da noite de ontem, (15), no Centro da cidade de João Pessoa. Um travesti foi assassinado a pedradas. Já no bairro do Cristo Redentor, na avenda Raniere Mazille um homem foi morto a tiros.

A polícia fez diligências com o objetivo de prender os acusados nos dois assassinatos, mas até o momento os acusados não foram encontrados. Os corpos foram conduzidos para a sede da Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa.